sábado, 3 de abril de 2010

Domingo de Resurreição




Uma das jornadas mais emblemáticas do calendário taurino é, sem dúvida, o Domingo de Resurreição.

Na vizinha Espanha temos cartéis de grande qualidade em Sevilha, Madrid e Málaga, todas praças de primeira categoria.

Em Sevilha temos touros de Daniel Ruiz para Morante de la Puebla, José Maria Manzanares e Miguel Angel Perera. De Morante espera-se muita arte e "toreria" naquela que é a sua "plaza. Já o alicantino Manzanares irá tourear infiltrado com analgésicos pois foi-lhe diagnosticado a semana passada uma hérnia discal que lhe afecta a perna esquerda. Veremos se tal condicionante afectará o seu toureio elegante e majestuoso. De Perera aguarda-se que começe a pontuar em Sevilha depois da sua ausência o ano passado.

Em Madrid, surge a primeira grande aposta do ano. O jovem Daniel Luque irá encerrar-se com 6 toros de distintas ganadarias (Juan Pedro Domeq, Núñez del Cuvillo e Puerto de San Lorenzo. O sevilhano após ter triunfado em Castellón e sofrido uma cornada de alguma gravidade em Valência, tem uma verdadeira prova de fogo e um teste real às suas capacidades de ser figura do toureio. Espera-se que os touros seleccionados não falhem na hora da verdade.

Em Málaga haverá dupla jornada. Pela manhã, haverá "rejones". Frente a frente estarão os dois melhores cavaleiros da actualidade. Pablo Hermoso de Mendonza e Diego Ventura.

Pela tarde, o primeiro enfrentamento José Tomás-Castella. Se repetirá posteriormente, por agora, em Nimes e Madrid. Outro aliciante deste festejo prende-se com a reaparição de El Tato, oito anos depois. Os touros são da ganadaria Núñez del Cuvillo.

No sul de França (Arles) cumpre destacar a dupla jornada para este dia. Touros de Ana Romero para Antonio Ferrera, Joselito Adame e Román Pérez. E touros de Miura para Juan José Padilla, Rafaelillo e Mehdi Savalli. Apesar de os toureiros não serem de primeira fila, há a registar as ganadarias eleitas. Mais touro.

Finalmente, uma última nota. A ausência de festejos nesta dia tão emblemático nas praças mais importantes de Portugal (Lisboa, Santarém, Vila Franca de Xira). Uma triste realidade.

Fotografia: Manón


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